terça-feira, 18 de maio de 2010

FRÊMITO DE AMOR

Que amiga a brisa que banha o corpo
que mata no corpo nú o frêmito do amor...
Que belo o corpo
que treme sobre o outro corpo
e se enterra sem pêjo na relva...
Que louca a relva, ri histérica
e fica inciumada do corpo que acarecia o corpo
como a onda do mar acaricia a areia...
Que forte os corpos que se agitam
gemem e se penetram...
Ó, mas que ordinária a relva
esconde histérica os amantes
para se banhar no gozo _ que pena o gozo...
Os corpos se desprendem
a relva seca solitária
e a brisa em lágrimas se esvaia...
Que pena
o corpo mole morto no outro corpo
que pena...

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