quinta-feira, 3 de junho de 2010

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Eu me insto a crer na pureza das pessoas e coisas que estão contíguas ao meu espaço espiritual e material. Olhiagudo, observo a natureza no seu todo e a tudo que medra, incansável, no seu íntimo grandiosamente tépido e acolhedor. Não me importam as perdas, a tristeza, as decepções e as dores que sempre se teimam em vizinhanças. Supero-me em pensamentos maiores e ações que embelezam a romaria que me acicata ao belo da vida. A humildade atinge os rompentes, da mesma forma que a noite ofusca um belo entardecer. Assim eu procuro me guardar das coisas ou pessoas que instam descolorir minhas verdades e pesar minhas necessidades. O olimpo é merecido por aqueles que se prenham de ternura e se teimam por caminhos celestiais. A pureza da alma é que faz do belo um paraíso eterno e sem retoques. Todavia, os pobres de espírito se fracionam insensíveis diante do descomunal, porque o ômega apaga, devasta, paralisa, evola de suas mentes tal saber. O provido sempre se defende com astucia do que pode denegrir seu ideal. Assim eu me teimo por caminhos que tenho que trilhar. O acaso, ( que é uma falha nossa ), existe; é notório e não se intimida ao aparecer diante de nós. Se estivermos desprevinidos, pronto, pesa mais que os vitupérios que nos são jogados. Portanto, provida-se em dias de sol, porque o porvir é sempre uma dúvida e pode ser incólume e parco de tudo que é necessário a sua felicidade. Se nos librarmos com todas as forças espirituais que possuimos, por certo que não permitiremos que um pituim repentino nos atinja as narinas como um oceano em madria, tomando conta, devastador, de tudo que possuimos de puro, sensato e honesto à cata da nossa tranqüilidade divina.

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