segunda-feira, 21 de junho de 2010

Página 31

VENTANIA

Tinhamos um só Amor,
mas você me deixou sozinho;
tinhamos um só caminho
a seguir,
mas você mudou o rumo
da sua direção;
falávamos a mesma linguagem,
mas você já não me entende mais;
morávamos sob este mesmo teto,
mas você já não habita mais aqui...
Saudade, saudade, saudade,
_ eu não suporto a solidão!
Quem sabe outro dia,
outro alguém,
outro momento,
me façam feliz, e eu viva
e sorria, novamente...
Quem sabe,
alguém vem preencher o vazio
que você deixou!...

O homem é parte do mundo... Edifica o mundo... O homem que se interroga, que mergulha ao seu interior à cata de respostas, sabe de sua cabedal importância aos Olhos da Inteligência Maior e dos demais seres que povoam o Universo infinito. O homem é os Olhos de Deus, e Deus, a Matriz dos homens esotéricos que povoam o orbe no seu todo. Quem procura Deus privilegia-se com a Inteligência Divina.
O homem luta, unicamente, pela sobrevivência, em meio a um pluralismo de idéias, de valores e estruturas que, muitas vezes, fogem-lhe do convencional e se alargam por diferenças descomunais ao seu habitual.
O homem na ambição de ter, ter e ter, _ esqueceu de si e de quase tudo que maioriza seu interior e lhe sublima a alma. Só quando o homem se descobrir interiormente, terá condições de ir à cata da felicidade e, tê-la em si, e para os seus.
Dizem que o homem se divide em pensamentos, mas o espírito desse homem não se divide em partes, ele é um todo homogêneo e singular da essência racional do homem. Um homem sem espírito não é homem, é apenas um casulo de inércia, ante a falta de sentimento, vontade e inteligência que caracterizam o indivíduo racional como um ser especial em todas as suas manifestações. O "eu" ou o "espírito" é a própria consciência do homem, explodindo em manifestações gloriosas que sublimam a inteligência do ser, do viver e do saber, por caminhos, muitas vezes, inglórios. Todavia, trilhados com sabedoria e determinação sãs e primazes do esotérico que medra no seu Eu de Luz, uno e majestoso... O seu psiquê, o seu espírito, a sua inteligência essencial que protege e enobrece os externos da vida com sapientes manifestações crísticas ante um mundo pluralista, dual e utilitarista.
Nós nos totalizamos em nós mesmo; talvez, por causa disso, transformamo-nos em dúvidas no raciocínio pusilânime do alheio. Todavia, os liames de uma realidade concreta sempre pavimentarâo nossos caminhos em direção a Verdade e Integridade dos nossos sentimentos esaltados ao Bom e Primoroso da vida , num aconchego maternal. Primamos, então, resolutos, por essa grandeza maior, empírica em nossos caminhos esotéricos e dominantes.
" À você que escolhe sempre o que é Bom, lembra-se que nada poderá ser Bom para você se aos olhos do outro não surtir igual efeito..."

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